OBJETIVO:
O Simpósio de Cafeicultura Familiar objetiva promover um amplo debate entre os representantes da produção familiar de café e os demais setores que compõem o sistema agroindustrial para e a formulação de políticas públicas. Pretende-se ampliar a discussão sobre produção, comercialização e consumo de cafés da agricultura familiar brasileira com foco nas especificidades da produção familiar de cafés, bem como ressaltar a sua importância social, econômica, ambiental e cultural.
PÚBLICO ALVO:
Agricultores, técnicos, consultores, pesquisadores, extensionistas, governo, estudantes universitários, lideranças de associações e cooperativas, representantes de classe e empresários.
JUSTIFICATIVA:
Cerca de 80% do volume da produção brasileira de café é proveniente de propriedades que apresentam mais de 20 hectares destinados a lavouras cafeeiras. Talvez esse seja o principal motivo para que a imagem da cafeicultura brasileira no exterior seja de vastas áreas mecanizadas e tecnificadas. Este juízo leva em consideração apenas o volume de produção, todavia, o que deve ser destacado é o fato de que 70% das propriedades cafeeiras têm menos de 20 hectares dedicados à cultura, cujas lavouras são conduzidas predominantemente no sistema familiar. É para esses mais de 250.000 cafeicultores familiares, que são a base da cafeicultura brasileira, que este Simpósio é dedicado.
Várias incitativas de associações de cafeicultores familiares já se encontram estabelecidas e enquadradas no modelo de certificação Fair Trade, ou Comércio Justo e Solidário. É necessário unir esses cafeicultores que já vem se adequando às exigências do mercado nacional e internacional àqueles que ainda estão à margem da produção e comercialização de café com valor agregado.
Faz-se necessária uma articulação entre governo, cafeicultores familiares e a sociedade civil organizada na busca de alternativas para que muitas famílias, com dificuldades financeiras e sem estímulo para se manterem diante do avanço da crise, não abandonem suas terras e migrem para as cidades, aumentando os problemas urbanos nas regiões produtoras.
O Simpósio será uma oportunidade para que diferentes entidades que atuam junto à cafeicultura familiar nos setores da pesquisa, extensão, políticas públicas e fomento possam avaliar a atual conjuntura e definir estratégias para os próximos anos.
Serão convidados a juntarem forças ao Simpósio entidades governamentais em âmbito nacional (MDA, MAPA, EMBRAPA, IEFET e UFLA), estadual (Secretarias estaduais de agricultura, IAC, CATI, EPAMIG, EMATER, Incaper, Pólo de Excelência do Café; ) e municipal (prefeituras de municípios produtores). Além disso, serão convidados para o debate os representantes de organizações não governamentais que atuam no setor, como o Conselho Deliberativo da Política Cafeeira – CDPC; a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG; o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café – CBP&D/Café; o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa – SEBRAE Nacional, a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária - UNICAFES, a Associação Brasileira de Empreendimentos de Comércio Justo e Solidário – ECOJUS e demais interessados na perenização da cafeicultura familiar brasileira.
Desta forma, o Simpósio de Cafeicultura Familiar pretende estimular a integração dos distintos setores para identificação e sistematização de informações, conhecimentos e experiências dessa importante parcela da cafeicultura nacional.
PROPOSTA PRELIMINAR DE PALESTRAS E DEBATES
Programação técnica e científica
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Agricultura Familiar: Definições, conceitos, antecedentes e perspectivas;
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Plano de metas e ações para agricultura familiar na cafeicultura;
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Políticas Públicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a cafeicultura familiar;
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Políticas Públicas do Ministério do Desenvolvimento Agrário para a cafeicultura familiar;
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Ações do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café para a agricultura familiar;
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Pesquisa participativa na agricultura familiar: ferramentas para o desenvolvimento;
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Agregação de valor aos cafés da agricultura familiar – Comércio Justo;
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Economia solidária, agricultura familiar, auto-gestão e a iniciativa nacional de CJS;
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Pais e Filhos na Gestão das Propriedades Rurais – Cafeicultura;
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Projeto Café & Biodiversidade e inserção dos cafeicultores familiares.
Fórum dos representantes de Associações de Cafeicultura Familiar
(COOPFAM – Poço Fundo – MG; ASPROD – Divinolândia – SP; COOPERVITAE – Nove Rezende – MG; FACI – Iuna – ES; Associação Córrego Danta – Poços de Caldas e outras).
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